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Centro de Oncolocologia em Ponta Grossa.

Câncer de Esôfago, entenda suas causas

30/01/2018

Câncer de Esôfago, entenda suas causas

No Brasil, o câncer de esôfago (tubo que liga a garganta ao estômago) é o 6º mais frequente entre os homens e 13º entre as mulheres, excetuando-se o câncer de pele não melanoma). O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma escamoso, responsável por 90% dos casos. Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando significativamente.

Este tipo de câncer está associado diretamente ao tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas.

Na sua fase inicial, o câncer de esôfago não apresenta sinais. Porém, com a progressão da doença, alguns sintomas são característicos, como dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos, perda do apetite e emagrecimento.


Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já sinaliza doença em estado avançado. A disfagia progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos.  

Pessoas que sofrem de acalasia, tilose, refluxo gastroesofágico, síndrome de Plummer-Vinson e esôfago de Barrett têm mais chances de desenvolver o tumor. Por isso, devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.


O diagnóstico é realizado através da endoscopia digestiva (exame de imagem que investiga o interior do tubo digestivo), de estudos citológicos (das células) e de métodos com colorações especiais. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura atingem 98%. 

 Após o diagnóstico, é necessário o estadiamento, geralmente realizado com tomografias de tórax e abdômen, afim de saber se a doença está restrita ao esôfago ou se há metástase.


O tratamento depende diretamente do estadiamento da doença.

Em estágios iniciais a ressecção endoscópica (retirada do tumor com acesso pela boca, sem necessidade de cortes). No entanto, este tipo de tratamento é bastante raro.


Em alguns casos, a cirurgia está indicada. Podendo ser pelo método tradicional ou videolaparoscópico, dependendo da extensão da doença. Quimio e radioterapia podem ser uma opção para tratar pacientes que não sejam candidatos a cirurgia.


No leque de cuidados paliativos também dispõe-se de dilatações com endoscopia, colocação de próteses autoexpansivas (para impedir o estreitamento do esôfago) e braquiterapia (radioterapia com sementes radioativas).


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